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Tive vontade de sentar na calçada da Rua Augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos. |
- Abre essa porta, que direito você tem de me privar esse castelo que eu construí pra te guardar de todo mal? Desse universo que eu desenhei pra nós. Abre essa porta, não se faz de morta, diz o que é que foi. Já que eu armei tudo pra ti, já que eu cerquei tudo ao redor. Abre essa porta, vai, por favor… Que eu sou teu homem, viu?
- Cala esta boca que isso é coisa pouca perto do que passei.
Eu que lavei os seus lençóis sujos de tantas outras paixões, que ignorei as outras muitas, muitas. Vai, depois liga, diz pra sua irmã passar que eu vou mandar tudo que é seu que tem aqui, tudo que eu não quero guardar. Que é pra esquecer de uma só vez que este castelo só me prendeu, viu?
Mas o universo hoje se expandiu e aqui de dentro a porta se abriu.